Meditação e Ciência | Diminuindo o Estresse


A meditação é reconhecida atualmente como uma maneira super efetiva de diminuir o estresse do dia a dia, mas ainda assim tem muita gente sofrendo de estresse que não comprou a ideia de meditar.

Se você é uma dessas pessoas, nesse post eu vou mostrar o resultado de pesquisas cientificas sérias feitas em não meditadores que demostraram melhora significativa em indicadores de ansiedade, depressão e outros sintomas do estresse, após participarem de programas de meditação. Programas que você também pode fazer!

Para começar vamos entender o que acontece na nossa cabeça e nosso corpo quando a gente medita.

  • Cérebro entra em repouso, porém mantém mais atividade neural
  • Córtex pré frontal fica mais ativo – reponsável pelo foco
  • Menos atividade na amígdala – ligado as emoções
  • Ativação do pré-cúneo – ligado a auto imagem
  • Menos liberação de cortisol
  • Aumento de áreas neurais ligadas a felicidade – neuroplasticidade

A LUTA CONTRA O ESTRESSE

A diminuição do estresse é uma das principais causas que fazem as pessoas buscarem a meditação. Isso porque do estresse se iniciam muitas outras doenças sérias que podem causar grandes estragos na nossa vida.

Então a meditação pode ajudar a diminuir as chances de termos câncer, depressão, úlcera, problemas no coração e doenças de pele? Com certeza!

Todas essas doenças que mencionei tem como sua principal causa o estresse, com exceção do câncer, que também tem muitas outras causas importantes.

Então como que funciona isso? As doenças estão na nossa cabeça, é isso?! 

Não…. e sim.

As doenças são muito reais, infelizmente, porém elas surgem por não entendermos a importância da uma mente saudável. Por não entender, nós não cuidamos dela como deveríamos cuidar.


Num estudo publicado no JAMA Internal Medicine, revista de medicina da Associação de Médicos dos Estados Unidos, em 2014, após avaliar 18.753 citações e fazer 47 testes com 3515 participantes, foi constatado a diminuição de indicativos de depressão, ansiedade e de dor crônica. (1)

De fato, uma das importantes alterações no nosso cérebro com a meditação é a diminuição da amígdala. Ela é conhecida pelos neurocientistas como a regente de processos de ansiedade, porque ela extrai informações de maneira extremamente rápida sobre o que esta a nossa volta, detectando possíveis riscos e ameaças. Mesmo que esses riscos não sejam reais. Caso detecte algo ela inicia a sensação de medo e te prepara para uma eventual luta ou fuga. Logo essa sensação de medo e alerta se espalha pelo cérebro e bloqueia os pensamentos racionais, fazendo com que a emoção e angústia dominem nossas ações para nos fazer reagir. O famoso “agir sem pensar”. (2)

O Dr. Vinod Menon, professor de psiquiatria da Universidade de Stanford, descobriu em suas pesquisas que existiam pessoas com a amígdala maior do que a média e cruzando os dados dessas pessoas ele descobriu alguns pontos em comum. O principal foi que todas apresentavam transtornos de ansiedade. (3)

Interessante, não é?! Isso comprova que quando a gente diminui o tamanho da amígdala com a prática meditativa, podemos diminuir também os sintomas de ansiedade.

Em outro estudo feito na Universidade de Wisconsin, EUA, em 2013, foi constatado em participantes de um programa de Mindfulness de 8 semanas, uma maior diminuição na resposta inflamatória causada pela liberação de cortisol em situações de estresse, comparado com outro programa de saúde que não envolvia meditação. (4)


Esses estudos nos mostram como a meditação pode alterar nosso corpo quimicamente para nos curar, o que é marvilhoso, mas afinal a raiz disso tudo está aonde?

Podemos considerar a esse ponto que muitos dos problemas que nos deixam estressados vem da nossa própria mente. Então porque a gente se estressa?

Os psicólogos dizem que o estresse pode surgir por diversas razões, expectativa não correspondida, problemas com relacionamentos, solidão, estresse com o trabalho. Para isso, o chefe de pesquisas da Aliança Internacional do Yoga e Professor de Medicina na Universidade de Harvard, Sat Bir Khalsa, recomenda a meditação, pois de acordo com ele, a prática da meditação aumenta seu autoconhecimento e sua capacidade de lidar com situações estressantes, o que ele chama de “resiliência ao estresse”.

*Ative a legenda do vídeo clicando em “CC” e depois mude para português nas configurações.
**No vídeo ele cita a yoga como uma técnica meditativa.

De uma forma mais simples ele fala que os fatores que nos estressam vão continuar em nossas vidas, porém com a prática meditativa, nós conseguimos controlar nosso processo de pensamento que nos leva a reagir a esse fator estressante, isso facilita a ressignificação daquilo que nos estressa com o tempo, para que, eventualmente, não nos estresse mais.


Com essas informações espero que eu tenha te convencido a meditar para diminuir o estresse e ter uma melhor qualidade de vida.

Se foi esse o caso e você pretende começar a meditar, eu escrevi um artigo no blog do Sama com dicas simples de Como Começar a Meditar. Confere lá e depois me fala como foi sua primeira prática.

Esse conteúdo também está em formato de Podcast disponível em todas as plataformas de áudio.

Obrigado e boa meditação!

Lauro Nieblas
Lauro Nieblas


Terapeuta sonoro, fundador do Espaço Terapêutico Sama, praticante de meditação e professor de yoga em formação.
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